quinta-feira, 2 de outubro de 2014

Reflexão #11 - "Tristeza por favor vai embora"


Não há nada de errado com a tristeza…
Tristeza vem e vai…
E se vem que se abrace, que se viva…
Consciente, presente…
Observando e aproveitando a oportunidade do tanto que tem para nos revelar, confidenciar…
Para quê pintá-la com sorrisos forçados?
Para quê repudiar?
Para quê tentar fugir?
Para quê fantasia-la, colori-la?
Tristeza disfarçada de alegria será sempre tristeza…
Então que se chore, que se grite a dor…
Com toda a intensidade que ela tem…
Tristeza é só tristeza
Como alegria é só alegria
Naturalmente voláteis, fugazes…
Porque temo tristeza?
Porque desejo alegria?
Porque escondo tristeza?
E porquê rejubilar alegria?   
O que busco?
E se busco onde busco, porque busco?
Será que o que busco pode ser buscado?
O que me leva a dizer “tristeza por favor vai embora”?
Serão meras palavras?

Sónia.


segunda-feira, 29 de setembro de 2014

Pensamentos soltos #40

                                                                  Imagem retirada da internet

 Quis tanto tudo que não encontrei nada…
Quis tanto nada que encontrei tudo…

(Sónia Andrade)

Pensamentos Soltos #39

                                                                    imagem retirada da internet

Impossível contentar-me com a dança e melodia da vida se não me enxergo dançarino…
Se não aprecio a leveza de corpo e mente quando entregues ao ritmo do coração…

(Sónia Andrade)

domingo, 14 de setembro de 2014

Gritos do Castelo...

                                 Imagem retirada da internet


Vivemos a construir nossos pequenos castelos...
A retocar cada pedaço de estrutura caída…
Ai de mim se desmoronam!

Vivemos intensos contos de fadas…
Intensos filmes de terror…
Dramas…
Erotizações…
Ai de mim sem o papel principal!

E vou, corro, faço, aconteço…
Agora apanhei, depois larguei…
Hoje quero, amanhã não quero…
Está certo…
É errado…
Que alegria…
Oh tristeza…
Revolta, injustiça…
Que dor…
Angustia…
Como sofro…
Ai de mim Senhor!
Onde estás tu Senhor?
Quem és tu Senhor?

Silêncio…
Por detrás dos castelos que desmoronam…
Por detrás da vontade e desejo de elevar cada pedaço caído…
Por detrás do palco…
Da peça teatral…
Do conto de fadas que nem sempre tem um final feliz…
Da fantasia e medo que dão realidade à cena…
Do drama, do dramaturgo…
Da erotização, do erótico…

Silêncio…
Que ampara, dá a mão, guia
Entre falas, actos e cenas…

Silêncio que ilumina…
Que te despe de todos os papéis
E te reencontra em casa.

(Sónia Andrade)

quarta-feira, 10 de setembro de 2014

Reflexão #10 - Quem me leva os meus fantasmas...

                                          imagem retirada da internet

São fortes as emoções quando nos deparamos com determinadas realidades de vida. Seja uma criança que em tenra idade já vivência grandes provações, seja a fome, a pobreza, sejam guerras, violência e mau trato a qualquer ser. Não somos indiferentes à dor, ao tormento alheio, comove-mo-nos, solidariza-mo-nos e partilhamos. Esse movimento interno é fruto do melhor que habita em nós, da essência ignorada e temida chamada Amor. Mas hoje a minha reflexão é sobre a atitude perante tal. Como é o meu diálogo interno quando confrontada com essas realidades? Quais as minhas emoções, tendências? É muito comum pensar, dizer “ caramba os meus problemas são nada à beira de tais flagelos, situações e circunstâncias”. Uma espécie de agonia invade o coração, um sentimento de culpa por valorizar ninharias e um conjunto de tentativas para poder se sentir melhor. Muitas vezes depara-mo-nos com frases “Vamos é comer e beber que a vida é curta e não vale nada”, “Vamos é curtir que isto passa rápido”, “Vamos beber para esquecer”.
Um movimento de revolta. Uma autodestruição e comiseração disfarçadas.
Na verdade uma tentativa frustrada de resolver os “pequenos” problemas que nas suas vidas têm a dimensão de qualquer outro. Não adianta dizer que os problemas não são nada quando comparados a tais situações tão delicadas, dolorosas. Eles não vão deixar de existir. Então, talvez tenhamos de nos olhar profundamente, abraçar cada um dos nossos “fantasmas”, tratá-los com o mesmo afinco, determinação, seriedade e louvar esta vida, não porque é mais ou menos dramática do que a de outrem, mas porque é uma dádiva, uma oportunidade de nos descobrirmos seres divinos, talentosos, amorosos, compassivos, de uma imensa e incalculável beleza. 
Om
Sónia.       





domingo, 27 de julho de 2014

Pensamentos soltos #38

                                                                      foto retirada da internet

Jamais me verei como fonte inesgotável de amor se perdido na certeza que pessoas, coisas, situações e circunstâncias o farão por mim…
Jamais acomodarei o ser falível,
Que chora, que ri e sofre…
Jamais repousarei em cada recanto do “mim”…
E exausto, inebriado, procurarei a pérola sem fim…

Sónia.

sexta-feira, 18 de julho de 2014

Reflexão #9 - A mente mente. Luz para a mente...

imagem retirada da internet


Há uma altura que a mente precisa ver e entender carências, necessidades e o ser vulnerável em todos nós.
Entretida, envolvida e absorvida pelos mais entusiastas e prazerosos jogos da vida, nega possibilidades, questionamento, reflexão, esclarecimentos, não ponderando sequer sua ignorância, sua limitação. E de desejo em desejo, dor em dor, sofrimento em sofrimento, euforia em euforia, prazer em prazer, alegria em alegria, tristeza em tristeza, satisfação em satisfação, ora contente, ora descontente, vai girando com o corpo atrelado numa roda sem fim, por essa existência afora.
Haverá um tempo em que ela se diga “basta”!
Haverá um tempo em que ela se queira ver livre não de si mesma mas apesar de si mesma!
Haverá um tempo em que se questionará como, onde?
Haverá um tempo que compreendendo a complexidade do assunto se entregará ao desejo por conhecimento e ao genuíno interesse de se ver e de ver além de si mesma.
E quando consciente de si, da sua natureza e papel, estará apta a cuidar, acolher, compreender e processar emoções, estará apta a seguir o dharma decidindo não o que apetece mas o que é o correto em determinado momento, estará apta a receber, estará apta a confiar e se entregar à possibilidade de vislumbrar a grandiosidade de toda a existência, o amor, a compaixão sem limites, sem espaço ou tempo. O vislumbre do ser livre, pleno, inteiro, sempre.
Om
Sónia.