segunda-feira, 23 de julho de 2018

Uma História de Amor # 7




Meu bem,

Quem dera que o brilho do amor calasse a minha voz, toda a vez que te quero dominar e diante de ti me afirmar…

Que o sorriso do meu silêncio e a presença da tua escuta, fosse suficiente para profundamente te abraçar sem nos meus braços te amarrar e assim poder-te contemplar…

Quem dera saber falar-te, palavras bonitas diante das estrelas que bailam neste céu escuro…
E de mansinho confidenciar-te ao ouvido, que a arte de saber amar-te é o meu porto seguro…  

(Sónia Andrade)

sábado, 14 de julho de 2018

Pensamentos Soltos # 123

imagem retirada da internet

Não é o mundo que grita, o dedo que aponta, a voz que acusa ou acção que vinga…
Lá fora não tem nada se dentro há amparo, abraço, amor suficiente para se acolher e reconhecer…
Assim sendo, o movimento do mundo e suas pessoas, uma bela pintura, que rindo e chorando, aprendemos a apreciar…

Sónia Andrade

Uma História de Amor # 6

imagem retirada da internet 

Meu amor,
Primeiro ajuda-me a cair…
Depois deixa-me erguer…
E no final, permite-me em teus braços permanecer…

(Sónia Andrade)

sexta-feira, 13 de julho de 2018

Reflexão 113 - Sentir-se em Casa? Como assim?

imagem retirada da internet 

A dor assim como o amor são dos fenómenos mais complexos de se entender.
Na verdade um não é dissociado do outro e toda a vez que queremos fugir à dor estamos a fugir ao amor…

O que nos dói de facto? Nós ousamos responder a esta questão toda a vez que o peito aperta, o desconforto espreita?

O que é o movimento do mundo, das pessoas, as situações, as circunstâncias senão a tentativa de descobrir o amor? A tentativa de aprender a expressá-lo através deste corpo, mente, fala, gestos, tão limitados em si mesmos…

O que quero levar de facto desta vida?

Conseguirei eu ajoelhar-me diante dos meus próprios pés e reverenciar tudo que me foi oferecido para poder crescer? Conseguirei eu agradecer? E no meio da adversidade? Pode o meu coração fortalecer-se diante de um corpo e mente que se rendem à sabedoria do devir?

A partir de que lugar eu ergo os alicerces da casa que gostaria habitar?
E de onde vem esse senso de sentir-se em casa? O que é sentir-se em casa?
Quantas vezes nós estamos em família sem conseguir sentir-nos em casa? O problema é a família? O problema é a casa?

Se assim fosse talvez mudar de casa e de família resolvesse a questão… mas, parece que o fenómeno é mais complexo do que isso… não tem casa, não tem família que nos ofereça tal grandiosidade. E talvez seja preciso muito orgulho e arrogância para pensar o contrário, roubando a possibilidade de nos ofertarmos à casa e família de forma despretensiosa, abrindo um real espaço para que tanto uma como outra sejam na exacta forma e medida que se apresentam.

HarihOm
Sónia Andrade