sábado, 2 de janeiro de 2016

Pensamentos Soltos # 57


É certo que o ser humano é capaz dos actos mais bárbaros, cruéis e repugnantes.
Somos diariamente informados de grandes atrocidades e desconhecedores de tantas outras omitidas, oprimidas e escondidas.
Falar que pessoas, situações e circunstâncias são luz nas nossas vidas, que contribuem para o conhecimento de nós mesmos, para a possibilidade de tocar, curar as nossas feridas mais profundas e transmutá-las, soa a algo meio romântico e longe de ser uma realidade constatável. No entanto isso é fruto de uma ignorância, de um sofrimento que nos cega, limita, condiciona e nos faz repetir incessantemente padrões, vícios, condutas destruidoras e auto destruidoras.
Quando ousar ver o outro como um ser de luz, amor e olhar atentamente o que manifesta, desperta em mim, caminharei para a escuta activa dos contornos emocionais da minha história, para a narrativa da minha personalidade, para a pintura do negro e colorido em mim e para a execução de um namaskar em jeito de agradecimento.
Libertar-me-ei de falsos conceitos de amigo e inimigo para dar lugar a relações mais genuínas, verdadeiras, responsáveis.
Quererei o silêncio e a presença à aprovação, consolo e simpatia.
Quererei um olhar sincero, profundo ao sorriso rasgado e engraçado.
De todo o coração direi: Não quero ser teu amigo, amigo. Obrigada amigo!

Sónia.


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